O que começou pequeno ganhou novas proporções. Profissionais e empresas se unem para ampliar o acesso à informação, apresentar práticas baseadas em evidências, orientar sobre direitos e assistência respeitosa e fortalecer a autonomia das mulheres.
Grandes movimentos nascem de grandes ideias.
Em 29 de setembro de 2019, uma ideia começou a ganhar forma. A psicóloga Carla Capuano, idealizadora dA Casita e defensora do parto normal e humanizado, criou uma iniciativa dedicada à conscientização sobre a importância do parto normal e de uma assistência respeitosa durante a gestação, o nascimento e o pós-parto.
Assim nasceu o Dia da Conscientização do Parto Normal.
2019 | O primeiro passo
A primeira edição reuniu profissionais, mães, pais e pessoas que acreditaram na importância de levar informação para mais mulheres e famílias.
Foi o início de uma jornada construída coletivamente.

Foto: Thais Stefan
2025 | Uma conquista coletiva
O movimento alcançou um novo marco: a Lei Municipal nº 10.823/2025 instituiu oficialmente o Dia da Conscientização do Parto Normal, em 29 de setembro, no calendário oficial de Santo André.
Resultado de uma mobilização coletiva construída ao longo dos anos, a partir da iniciativa de Carla Capuano, com a atuação legislativa do vereador Pedro Botaro, que levou a proposta à Câmara Municipal.

Foto: Ivete Siqueira
2026 | UMA VIDA, novos sentidos
A campanha de Conscientização do Parto Normal chega ao Shopping ABC, ampliando seu alcance e levando a discussão para um espaço de convivência e circulação.
Uma oportunidade para “furar a bolha”: informação qualificada sobre parto, nascimento e direitos para mais famílias do Grande ABC.
UMA VIDA, novos sentidos acontece de 29 de setembro a 1º de novembro.
Conheça a programação gratuita e quem está fazendo acontecer.
29 DE SETEMBRO
Dia da Conscientização do Parto Normal
Mais informação.
Menos medo.
Mais autonomia.
O desejo pelo parto é uma jornada que começa muito antes de chegar na maternidade. No Brasil, cerca de 70% das gestantes iniciam a gravidez com o desejo de ter um Parto Normal, mas somente 15% conseguem na rede particular. Para que essa vontade se concretize, a decisão não pode ser vista como uma responsabilidade individual e isolada: ela depende de um ecossistema de apoio fundamentado em escuta qualificada, informações baseadas em evidências científicas e respeito irrestrito aos direitos da mulher.
Optar pelo Parto Normal traz benefícios para a saúde da mãe e do recém-nascido, fortalecendo o vínculo entre os dois e promovendo um início de vida com mais bem-estar e autonomia. Para que a mulher se sinta verdadeiramente confiante nesse processo, a presença do acompanhante desempenha um papel central. Quando essa pessoa de referência está informada e envolvida desde o pré-natal, ela transforma o ambiente do parto e ajuda a reduzir a insegurança e o medo na hora do nascimento.
Além do suporte familiar e comunitário, o cuidado integral e humanizado faz toda a diferença. O acompanhamento contínuo por equipe multiprofissional, como enfermeira obstétrica e doula constrói uma rede de proteção capaz de assegurar uma experiência de parto respeitosa, acolhedora, mais positiva e segura do início ao fim.
BENEFÍCIOS DO PARTO NORMAL
PARA A MULHER:
- recuperação mais rápida no pós-parto.
- menor risco de infecções e complicações cirúrgicas.
- maior autonomia para cuidar do bebê.
- menores riscos em gestações futuras.
- maior estímulo à amamentação precoce.
PARA O BEBÊ:
- o início espontâneo do trabalho de parto geralmente indica que o bebê está pronto para nascer.
- melhor adaptação respiratória ao nascimento.
- menor risco de internação neonatal.
- maior chance de amamentação na primeira hora de vida.
- contribuição para o desenvolvimento saudável da microbiota intestinal.
Além do suporte físico, a atenção à saúde mental materna é indispensável para um cuidado verdadeiramente integral. O puerpério é um período de intensas transformações emocionais, no qual a prevenção, a identificação precoce e o acolhimento de condições como a depressão pós-parto e a ansiedade fazem toda a diferença. Por isso, a rede de apoio deve estar atenta a sinais de alerta como mudanças marcantes no humor, no sono ou no apetite, isolamento social, choro frequente, irritabilidade desproporcional ou negligência com o autocuidado. Falas de autodesvalia, comportamentos de hipervigilância exagerada ou, no outro extremo, desconexão e apatia com o bebê — além de qualquer menção a pensamentos de morte ou lesão —, exigem intervenção ágil e acolhedora.
Nesse contexto, o acompanhamento contínuo por equipes multiprofissionais constrói uma rede de proteção essencial do parto ao pós-parto.
Pesquisas mostram que a saúde mental perinatal merece atenção: 1 em cada 5 gestantes sofre de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), cerca de 20% apresenta sintomas de depressão durante a gestação e 1 em cada 20 mulheres adultas no Brasil pode ter TDAH — condição que, na gravidez, está associada a maior risco de cesariana e complicações hipertensivas.
Após o nascimento, o cenário segue exigindo cuidado: a depressão pós-parto (DPP) afeta de 15% a 25% das puérperas, e estudos mostram que os parceiros também podem desenvolver depressão quando a mãe também é diagnosticada. Isso evidencia que o impacto emocional não é apenas individual, mas atinge toda a família.
Essas evidências reforçam a importância de monitorar gestantes e famílias com histórico ou diagnóstico desses transtornos, oferecendo cuidado integral à saúde emocional.
Abaixo duas ferramentas de auto-avaliação de saúde mental traduzidos e validados em diversos países, inclusive no Brasil.*
O Edinburgh Postnatal Depression Scale (EPDS) é questionário para pesquisa da depressão pós-parto. Esta ferramenta mostrou elevada sensibilidade para a identificação da depressão pós-parto, na maioria das investigações.
O Generalized Anxiety Disorder-7 (GAD-7) é um questionário para rastreamento do Transtorno de Ansiedade Generalizada. Esta ferramenta mostrou elevada sensibilidade e especificidade para a identificação e mensuração da gravidade dos sintomas de ansiedade, tanto na prática clínica quanto em investigações epidemiológicas.
Ambas as escalas servem apenas como um alerta inicial e não substituem o diagnóstico de um psicólogo ou psiquiatra.
⚠️ Rastreio NÃO é diagnóstico. Escore alterado não fecha diagnóstico. Escore normal não substitui escuta clínica.
EPDS - Escala de Depressão Pós-Parto de Edimburg
GAD-7 - Escala de Ansiedade Generalizada
FONTES:
Fiocruz – Nascer no Brasil, 2014; Cochrane, 2017; OMS, 2018; UNICEF, 2026; Maio Furta-Cor, 2026
*Arquivo: Maio Furta-Cor
Conhecimento também é cuidado. Informe-se sobre seus direitos, converse com profissionais de confiança e faça escolhas conscientes para o seu parto.
Lei Municipal nº 10.823/2025 do município de Santo André - SP
Institui oficialmente no município o Dia da Conscientização do Parto Normal (29 de setembro), incentivando a informação à sociedade sobre os benefícios e segurança para mães e bebês e mobilizando prefeitura, empresas, associações e a comunidade para apoiarem e realizarem ações juntas nessa causa.
Lei Estadual nº 17.137/2019 do Estado de São Paulo
Garante à parturiente o direito de acesso à analgesia (alívio da dor) durante o trabalho de parto normal no Estado de São Paulo.
Lei Estadual nº 17.431/2021 do Estado de São Paulo
Assegura à gestante atendida na rede pública de saúde o direito de elaborar um Plano Individual de Parto (PIP), manifestando por escrito suas preferências quanto aos procedimentos do trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.
Garante o direito a um acompanhante de sua livre escolha durante todo o pré-parto, parto e pós-parto imediato.
Garante o suporte da Doula durante o parto e pós-parto, sem excluir ou substituir o acompanhante de livre escolha da gestante.

29/9 a 1/11 - Shopping ABC - Loja 214, Piso 2
Agenda atualizada semanalmente e sujeita a alterações

De segunda a sábado, das 10h às 22h
Domingo, das 14h às 20h

Foto: Ivete Siqueira
Aos sábados e domingos, a partir das 14h
Atendendo a pedido das gestantes:
E aí, topa? Nem precisa de inscrição. Venha e traga ele (a)!
Importante:
Minicursos
Aos domingos
11/10, das 17h30 às 18h30 - Trabalho de Parto: entendendo o nascimento - com equipe A Casita
18/10, das 16h às 17h - Dor no Parto: acolher, compreender e aliviar - com equipe A Casita
1/11, das 15h às 16h - Indução de Parto (farmacológica e não farmacológica) - com equipe A Casita
1/11, das 16h às 17h - Amamentação: informação, acolhimento e confiança - com equipe A Casita
Faça sua inscrição gratuitamente neste link:

Foto: Mariana Santos
Oficinas e Encontros
20/10, terça-feira, logo após a sessão do Cinematerna - Encontro Pós-Parto - Carla Capuano, psicóloga
23/10, sexta-feira, das 19h30 às 20h30 - Eu Quero uma Doula - doulas do Grande ABC
Faça sua inscrição gratuitamente neste link:
Um carinho especial!
As famílias que estiveram conosco no Plantão de Dúvidas, nos Minicursos, nas Oficinas e/ou nos Encontros terão a oportunidade de participar de sorteios de mimos. Dia 1/11, domingo, às 20h.

Gostaríamos de deixar um agradecimento especial a todos os que contribuíram para a realização desse evento e, em especial, aos nossos parceiros:
Realização:
Quer apoiar o Dia do Parto Normal? Entre em contato para conhecer as formas de parceria e contribuir com esta causa.
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Fale com a organização da campanha:
E-mail: contato@diadopartonormal.org
WhatsApp: 11 99370-9821